sábado, 17 de janeiro de 2015

Bastinhas no Campo Pequeno: ÚNICO !

Sem duvida alguma a praça de toiros do Campo Pequeno, a catedral do toureio a cavalo mundial, tem sido um dos pilares, ou o principal palco de êxitos e factos, que tem pautado os 45 anos de toureio (Fevereiro 1969) e 31 de alternativa ( 25 de Outubro 2014), que Joaquim Bastinhas já conta, no calendário da história do toureio a cavalo há portuguesa - o  genuíno, cuja importância e significado se mantém inalterável na sua essência - no entanto acompanhando a evolução, da tauromaquia e gosto(s) do(s) publico(s), com sobriedade. Bastinhas tem sido uma figura preponderante do toureio a cavalo, que ao longo dos anos tem sabido interpreta-lo e imprimir-lhe, a variedade de sortes, arte, alegria e brilho muito próprios - necessários - e que têm sido marcantes, temporada após temporada do cavaleiro de Elvas, assim como do próprio toureio, o qual tem levado ás quatro partidas do mundo, sempre com profissionalismo, brio e orgulho em Portugal, nos seus valores, cultura e tradições. Mas voltando ao tema inicial: falar de Joaquim Bastinhas e da praça de toiros da Capital, ou vice versa do Campo Pequeno e Bastinhas, a ligação entre as duas partes; ou artista e praça tem sido notável. A prová-lo muitos dos factos inerentes há carreira do de Elvas e até da própria praça, e quer se queira ( alguns não) ou não, Joaquim Bastinhas leva 115 espectáculos toureados na arena da Capital: 104 como profissional e 11 nas categorias de amador e praticante. Foi o primeiro cavaleiro tauromáquico a confirmar a alternativa no Campo Pequeno (14 de Julho 1983). Notável são as suas temporadas de 1988, 1989 e 1990 em Lisboa, onde foi a base dos cartéis destas épocas, na catedral do toureio a cavalo somando respectivamente entre festivais e corridas de toiros: 1988 - 9 espectáculos, 1989 - 11 e 1990 - 7, o que até já nos mais de cem anos desde que a praça de toiros do Campo Pequeno foi inaugurada (18 de Agosto 1892). Quanto a alternativas das vinte e três que até ao momento concedeu (facto único também), sete delas foram na praça de toiros do Campo Pequeno...

João Ribeiro Telles confirmando a alternativa a Joaquim Bastinhas na praça de toiros do Campo Pequeno, na noite de 14 de Julho de 1983, tendo sido testemunha Paulo Caetano.

Montando o "Rouxinol" ferro "Rio Frio", Joaquim Bastinhas recebe o seu primeiro, com ferro e divisa de "António José Teixeira", tal como todos os outros lidados nessa noite.

Encerrando a lide, crava um par de bandarilhas, sorte que fez renascer e o notabilizou, montando o "Guizo".

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as alternativas concedidas por Joaquim Bastinhas na praça de toiros do Campo Pequeno:

Concedendo alternativa a António Ventura na noite de 29 de maio de 1986


24 de Agosto 1989 apadrinha Jorge d`Ourique 

Joaquim Bastinhas entrega o ferro do doutoramento a Nuno Pardal na nocturna de 4 de Julho de 1991


Gaston Santos recebe de Joaquim Bastinhas o ferro da alternativa a 19 de Junho de 2007

Na nocturna de 10 de Julho de 2008 Joaquim Bastinhas na praça de toiros do Campo Pequeno concede a alternativa a seu filho Marco Tenorio Bastinhas
www.marcos-tenorio.com 

Tiago Carreiras é o décimo nono cavaleiro a ter como padrinho Joaquim Bastinhas e a sexta que Bastinhas concede na praça de toiros da capital, que ocorreu na noite de 6 de Maio de 2010

Joaquim Bastinhas, na temporada em que comemorou 30 anos de alternativa,  concede a alternativa a João Maria Branco na praça de Lisboa na corrida de 16 de Maio de 2013


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Imagens - algumas claro,  das 115 actuações na praça de toiros do Campo Pequeno,  de Joaquim Bastinhas, uma viagem de ...45 anos
dispensam-se frases, adjectivos, legendas, os momentos dizem tudo








































quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Foi há tropa? Não. Então hoje está mobilizado !


Os toureiros são também cidadãos. E apesar de todo o misticismo da sua profissão, arte e notoriedade; perante o Estado, têm obrigações para com a Pátria. Hoje apresentamo-vos o 1º Cabo . Comando 233/77/R . do Regimento Comandos da Amadora.










Prometemos mais alguns inéditos - inéditos que fazem parte de todos nós: infância, adolescência, adultos o relógio biológico e universal de todos: da humanidade.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015


Por vezes, falamos dos homens dos seus feitos - triunfos, distinções: fama e glória. Também em tauromaquia, a moeda tem duas faces, como em muitas outras artes, onde os dois F´s, de fama e fracasso, coabitam e conjugam a sorte, a fortuna e o esplendor. "Diz-se que "a sorte somos nós que a fazemos. Quando passa o trén há que aproveitar, montar-se nele e não o perder; aproveitá-lo. Raramente passa segunda vez!" Assim pensa o cavaleiro de Elvas - "e não me tenho dado mal com esta minha ideia". Também por vezes questionado por alguns amigos mais chegados, admirados por o maestro estar a montar no picadeiro, ou na praçita a lidar uma bezerra, tendo triunfado na véspera, a razão ou a resposta sai espontânea, tal como o próprio toureiro: "não toureio amanhã, mas toureio para a semana." Se por um lado esta forma de estar na vida, acaba por ser inerente á própria personalidade do toureiro, no entanto não surge do nada, ou ao acaso. Por trás de um grande artista, existe sempre alguém que o encaminha, " soltando-o depois, deixando-o voar e recriar-se, na inspiração da sua liberdade, asas de uma arte que encerram a magia e a glória, de um toureio puro, pessoal, mas ao mesmo tempo universal. Joaquim Bastinhas teve consigo, essa preciosíssima quimera tão rara, de seu nome Sebastião Tenório. Bastinhas é toureiro por inteiro, tal como seu pai foi aficionado, e ambos iniciaram uma historia que se perpétua já na continuidade de Bastinhas para Bastinhas, isto é: Joaquim e Marcos.





È sobre Sebastião Tenório, o apontamento de hoje no vosso blog. Algumas palavras, algumas recordações... enfim recordamos uma infima parte do homem e da obra transmitida oralmente por alguns dos seus amigos de sempre.







Sebastião Tenório, grande aficionado, não só ao cavalo, mas também ao toureio, tinha na agricultura o seu modo de vida, sendo a sua casa agrícola, uma das mais bens sucedidas do concelho de Elvas. Tomando os destinos da lavoura do “Monte Fangueiros”, cujos produtos eram marcados com o ferro do S e do T dentro do círculo, com a cruz no topo, simbolizando a sua fé rigor e honestidade, que em tudo sempre pôs. Diariamente, Sebastião Tenório dava volta às suas terras, montado a cavalo acompanhado do seu (s) galgo (s), pelos quais nutria uma enorme paixão – paixão transmitida por seu pai Matias Tenório, avô de Joaquim Bastinhas, um galgueiro destacado na região raiana e que a seu tempo, foi também detentor de uma pequena ganadaria de bravo, tendo lidado algumas novilhadas na antiga praça de toiros de Elvas, Sta. Eulália e Nisa, ao que consta, sempre em praças de província, da extensa região da planície alentejana e fronteiriça com Espanha, não sendo assim de estranhar toda a paixão de Sebastião Tenório, pela tauromaquia.Sebastião Tenório nasceu em Elvas no dia 3 de Fevereiro de 1931 e foi nesta cidade que cresceu e ganhou amigos, alguns deles, acabando mesmo por o acompanhar ao longo da vida. Um desses amigos é o eng. António Nogueira, referindo-se e descrevendo-o …“Sebastião era um grande aficionado e tinha um gosto muito particular pelos cavalos. Era atento e observador.Alberto Barradas, outro dos seus amigos de longa data, descreve-o numa curta frase, mas que diz muito da personalidade do pai do Joaquim Manuel: “o Sebastião Tenório primava pela descrição, mas era oportuno nos seus comentários”.Sebastião Tenório foi cavaleiro amador, tendo toureado em 1967 na praça de Santa Eulalia, dividindo cartel com João Augusto Moura, João Romão e António Nogueira. Também na antiga praça de toiros de Elvas, na tarde de 23 de Setembro de 1970, frente a reses de João Capaz e Irmãos, alternou com Fernando D´Amado Aguilar (Cuba), António Amorim (Portalegre), João A. R. de Moura (Monforte) e a pé o amador Joaquim da Conceição (Cabeço de Vide), tendo pegado os Amadores de Sousel. Joaquim Pataca, há muito ligado á casa Bastinhas, afirma: “a sua ilusão pelo toureio redobrou, quando na temporada de 2000, na praça de toiros da Terrugem, os seus netos debutaram nas arenas: Marcos Tenório como cavaleiro e Ivan Nabeiro chefiando o G. F. A. Académicos de Elvas. Se até aí acompanhava sempre o Joaquim Manuel, desdobrou-se depois muitas vezes, para estar ao lado e presente, quando os toureiros da casa toureavam!”Quanto a Joaquim Manuel: “sou toureiro e ao meu pai tudo devo. Desde o primeiro momento acreditou em mim e foi o meu primeiro apoiante e a pessoa que sempre mais me incentivou. Foi pai, amigo e companheiro. Foi exigente daí ter chegado onde cheguei e cada vez que triunfava via no seu rosto, uma alegria muito própria muito sua, que só um filho consegue entender. Acredito que em mim, viu a realização de muitos dos seus sonhos como toureiro. No entanto tudo aquilo que me transmitiu sobre a vida ultrapassa em muito as arenas. Os valores da família, da palavra, do estar na vida, são o legado mais valioso que me deixou – assim como aos netos, por quem tinha um carinho, que só os avôs, sentem e sabem traduzir em sentimentos e atos, muito íntimos. Recordo-o e estará sempre presente; no meu dia-a-dia, questionando-me por vezes: como é que o meu pai faria?! Para ele, uma palavra, única e que será sempre a mesma: OBRIGADO PAI!”Sebastião Tenório partiu, mas é a ele, que se deve o apelido toureiríssimo “Bastinhas” o qual ocupa já, um lugar conquistado com mérito, na história contemporânea do toureio a cavalo. Joaquim, Marcos e Ivan, têm a responsabilidade e o mérito de o continuar a honrar.












sábado, 10 de janeiro de 2015

Brinde a 2015 - Joaquim Bastinhas, uma vez mais, num ano de todas as ilusões!

E para começar 2015 nada mais nada menos com o maestro Joaquim Bastinhas e algumas  das suas musicas preferidas!





Toureiro na arena... com fogo, sangue e muita paixão; "suenho de niño": Toureiro e figura até ao fim!






"Sou romântico? Porque amo? Sinto a alegria de e viver. Sinto o prazer de tourear. Sinto o prazer de competir. Sinto que o meu coração é feito de pedaços. Pedaços de amor...para uma familia maravilhosa"









Ai que saudade dos triunfos futuros, quando a chama da ilusão não desiste e o amor persiste, neste fado cuja saudade é a proximidade do longínquo, mesmo aqui há nossa mão, toiro vencido, lide perfeita, felicidade plena... 


Cavaleiro andante:Talvez não.Talvez sim! Sou feliz e todas as mentiras que te conto são de ternura, declarações de amor, tal como a  paixão que a lua sente pelas estrelas. Sou um cavaleiro que calcorreou já meio mundo, no espólio continuo a trazer a ambição dos triunfos, mas também agora o orgulho da  verdade de obra maior: a Beatriz e a Clara. Brindo á felicidade! 
Brindo á família. Brindo a todos! Brindo á Vida!

2015 mais um ano de verdade e emoção com 
Joaquim Bastinhas