terça-feira, 25 de setembro de 2018

Marcos Tenorio: 10 anos de alternativa (III)



O Fado e o Destino que marcam a História de dois Vencedores

Estávamos nos anos 70, no apogeu da revolução mourista, vivia-se um novo ciclo na Histórica do Toureio a Cavalo, proliferavam novos valores que davam continuidade à época de ouro de Mestre João Núncio, Manuel Conde, David Ribeiro Telles, José Maldonado Cortes, José Samuel Lupi, José Mestre Batista e Luis Miguel da Veiga, entre muitos mais. Lado-a-lado com os da nova vaga que surgiam e de que eram principais intérpretes João Moura, João Ribeiro Telles, Paulo Caetano e Rui Salvador, pontificavam ainda em força cavaleiros como Emídio Pinto, Sommer d’Andrade, Frederico Cunha, Gustavo Zenkl e José João Zoio, entre outros.
Do Alentejo chegava um jovem cabeludo, de sorriso franco e contagiante alegria chamado Joaquim Manuel Carvalho Tenório, mas que nos cartazes se anunciava como Joaquim Bastinhas, alcunha que herdara de seu pai, cavaleiro amador e exímio equitador, um apaixonado do campo e dos cavalos, figura incontornável e de grande saudade, Sebastião Tenório, que foi o pilar e foi “a praia” do arranque deste novo cavaleiro, cuja estreia ficara marcada num dos festejos de Carnaval que ao tempo eram tradição na praça do Campo Pequeno e de onde, na parte séria, romperam nomes grandes da nossa Tauromaquia. Aconteceu na tarde de 2 de Fevereiro de 1969.
António Carvalho, que todos conheciam por “Galinha” e era um dos braços-direitos de Mestre David Ribeiro Telles, descobrira um dia no Alentejo os dotes deste menino irreverente que teimava em ser toureiro. A visão de “Galinha” fê-lo ver mais à frente e apostar naquele que ele tinha a certeza de um dia vir a ser grande nesta arte do toureio a cavalo.
E no meio de um baralho em que já se destacavam nomes consagrados, apareceu Joaquim Bastinhas com um estilo muito próprio, uma irreverência que contagiava e uma ousadia em praça que fazia empolgar e começava, aos poucos, a marcar a diferença.
Havia quem não gostasse, até quem dissesse que Bastinhas não era nome de toureiro, que soava a brincadeira ao lado dos apelidos sonantes daqueles que com ele contracenavam nesta página nova que se estava a escrever no Toureio a Cavalo.
Mas a realidade é que ele impôs a sua forma distinta - e também revolucionária - de interpretar, dentro dos parâmetros que os livros antigos ensinavam, mas com um toque demasiado próprio que a ninguém era indiferente, a arte tão nobre e tão séria de lidar toiros a cavalo.



Recuperou a sorte do par de bandarilhas a duas mãos, que os antigos executavam e estava nesse tempo em desuso, chamando a si essa imagem de marca que ficou pelo tempo fora. E foi, ao longo de mais de três décadas - e é - um toureiro dos de verdade. Bastará recordar que é ainda hoje um dos cavaleiros que mais vezes pisou a sagrada arena do Campo Pequeno e aquele que mais vezes enfrentou toiros da mítica e dura ganadaria Murteira Grave, o que por si só fala do seu valor, da sua grandeza e da sua afirmação como primeiríssima e aclamada Figura do Toureio Equestre Nacional.
A esperada alternativa aconteceu no coração do Alentejo, na histórica praça de Évora, na tarde de 15 de Maio de 1983, num quadro verdadeiramente de sonho: como padrinho, José Mestre Batista, como testemunha, João Moura. Confirmou-a no mesmo ano, a 14 de Julho, no cenário solene da primeira praça de toiros do país, a do Campo Pequeno, apadrinhado por João Palha Ribeiro Telles, com o testemunho de Paulo Caetano. E nasceu uma estrela.
Seguiram-se anos de glória sem fim em que o nome de Joaquim Bastinhas marcou as maiores corridas das temporadas nacionais e honrou a nossa Bandeira também noutras paragens, como Espanha (onde triunfou na mais importante praça do mundo, a Monumental de las Ventas, em Madrid), França, Grécia, Macau, México e Venezuela, solidificando e consagrando uma carreira única e tornando-se no mais popular e no mais aplaudido dos cavaleiros lusos. No mais emblemático, também. Espécie de “El Cordobés” do toureio equestre, nem melhor nem pior que os outros, apenas e só, diferente. E único.
A carreira, a trajectória e a própria vida de Joaquim Bastinhas confundem-se e são parte integrante da História e da evolução da Tauromaquia portuguesa - onde ele tem um lugar à parte.
Chegar e vencer nunca foi difícil. O difícil é depois manter-se e jamais perder a estrela que faz de um artista um fenómeno de massas, um ídolo de multidões. Foi assim José Mestre Batista. É assim, ainda e sempre, Joaquim Bastinhas, protagonista de uma ascensão meteórica que, depressa e mercê do seu valor, da sua raça, da sua força interior e da sua rara intuição, o elevou aos mais altos patamares do mundo do toureio, tornando-o um caso de popularidade entre os aficionados e até mesmo os não aficionados, uma figura de Portugal e um dos grandes ídolos do país da segunda metade do século passado.
Não é fácil, não foi fácil, chegar onde chegou - e como chegou. Trabalho árduo, fruto de uma entrega desmedida, de uma paixão incontrolável e de um louvável saber estar - só próprios dos eleitos, dos que se destacam entre a multidão, dos que, pela sua arte, conseguem marcar a diferença.



Menos fácil terá sido para Marcos Tenório, seu filho, também já anunciado nos cartéis como o novo Bastinhas, chegar e triunfar num mundo onde ainda pairava a força de seu pai.
A escola era a mesma, a base era a mesma e o estilo não se diferenciava muito. Natural. Mas… e depois? Como singrar num meio onde ainda reinava Joaquim Bastinhas e sobre o jovem cavaleiro recaía o peso de um nome, de uma imagem e de uma figura com quem não podia haver comparação possível?
É aqui que reside todo o valor da nova estrela. Do novo Bastinhas. Difícil ser filho de quem é e também se impor. Problemático entrar numa arena e triunfar sob a sombra do progenitor, que se mantinha e não dava tréguas na arena a ninguém, nem ao filho. 
Mais complicado ainda: chegar e vencer num momento em que se estavam também a afirmar a maioria dos filhos das grandes figuras da época de seu pai. Não foi num instante. Foi aos poucos. E foi à custa do seu valor, da sua raça, de nunca virar a cara aos desafios, de “pôr a carne no assador”, como se diz na gíria, de tarde em tarde, de triunfo em triunfo, até chegar à afirmação, à consagração e a receber dos entendidos o respeito e a consideração que se têm pelos bons toureiros.
Marcos foi-se impondo nas arenas até chegar à alternativa, vinte e cinco anos depois de seu pai a ter tomado, o que aconteceu no novo Campo Pequeno na noite de 10 de Julho de 2008. Apadrinhou-o o pai e testemunharam o acto dois outros nomes grandes, Paulo Caetano e seu filho João Moura Caetano.
Na temporada de 2018, Marcos Tenório vai cumprir o 10º aniversário da sua carreira como cavaleiro tauromáquico. Uma década em que também ele marcou. É óbvio que a aficion o olha como o filho de Joaquim Bastinhas e ele próprio, no seu conceito de interpretar o toureio a cavalo, não foge dessa realidade, nem se procura afastar da responsabilidade que acarreta aos ombros por ser filho de quem é.


Mas a verdade é que Marcos Tenório, pelo seu arrojo, pela sua verdade e pelo seu toureio emotivo, soube honrar o passado, afirmar-se como fiel - e, mais que fiel, digno - sucessor de um nome grande da Tauromaquia lusa, afirmando-se entre os primeiros e dando continuidade ao fulgor e à glória que seu pai escreveu nas arenas - e por certo, voltará a escrever - durante mais de trinta anos.
A História repete-se. Repete-se sempre. Há hoje um novo Bastinhas que consolida um “segundo capítulo” de uma verdadeira epopeia de grandeza, de arte e de glória na Tauromaquia nacional.
E é por isso que aqui estamos. O Fado, disse Camões, é o Destino dos portugueses. Cantá-lo é também cantar - e contar - a nossa História. A História da Dinastia Bastinhas, neste caso. Uma História de Vencedores.

                                                                                             Miguel Alvarenga




sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Marcos Tenorio: 10 anos de alternativa (II)



O Toureio vem de dentro…
Marcos Tenório conhecido hoje também no mundo dos touros como Marcos Bastinhas, é um daqueles jovens que podia ter enveredado por outra profissão, inclusive escolher uma carreira das que mais estão de moda. Mas não, escolheu ser O Toureio vem de dentro...         
Escrever sobre o filho de um Amigo que sempre admirei como Homem e Toureiro (fiel ao seu conceito) e houve, há um respeito mútuo pelo desempenho de cada um de nós, não é fácil.
toureiro. Ser toureiro não é uma profissão menor. Antes pelo contrário. Ser toureiro requer sacrifício, amor e dedicação a uma profissão que exige a cada momento. Ter discernimento para não embalar nos triunfos e retirar ensinamentos dos fracassos. É uma profissão de dar mais, porque se joga a vida, do que receber os aplausos efémeros, porque depois de cada triunfo, pode surgir o fracasso…
Vivemos um momento em que cada vez há mais público e menos aficionados nas praças. Logo é necessário ter esse factor sempre presente.
É natural que vivendo desde pequeno rodeado de cavalos, vivendo o dia-a-dia de seu pai, isso pudesse vir a influenciar o seu futuro. Ainda bem que assim foi, pois garantiu com isso a continuidade da dinastia “Bastinhas”.
Tive a sorte ou o privilégio de acompanhar de perto o seu percurso, não sendo muito de andar ligado a toureiros. Respeito todos para que seja respeitado, com crónicos que não críticas, porque não tenho o conhecimento para tal. Vejo sempre o lado positivo de cada toureiro frente à matéria-prima (touro) as montadas, eleição de terrenos e o conceito que cada um tem do toureio. Isto porque alguém disse um dia que “o melhor aficionado é aquele que lhe cabe maior número de toureiros na cabeça”.
Marcos Bastinhas como outros jovens toureiros de dinastia bebeu da “água cristalina” dos exemplos de seu pai: fiel ao seu conceito e respeito pelo público. É pois natural que no seu toureio haja algumas semelhanças, sobretudo até ao dia em que tomou a alternativa, pela associação de estilos que o público via nas suas actuações.
Nestes 10 Anos de alternativa Marcos Bastinhas foi encontrando a sua tauromaquia, assente na entrega absoluta em cada tarde, observando as regras de um bom equitador. Dar vantagem aos touros, reunir com verdade e arriscar muitas vezes em ferros de compromisso para levar a emoção às bancadas. É isso que o toureiro necessita, que cada um que preenche as bancadas de uma praça sinta que aquilo não é fácil, que há risco, que há verdade… e que dá por bem entregue a compra da sua entrada.
Como diria o poeta, 10 Anos é muito tempo. É o tempo que o tempo deu a este toureiro para evoluir, mantendo matizes da “Escola Bastinhas” mas encontrou aos poucos o seu caminho, a sua própria tauromaquia. Isso aportou-lhe que possa triunfar em muitas tardes.
Um caminho que, para mim como aficionado e Amigo de seu pai, ficou marcado naquele dia que podia ter sido uma tragédia que, graças a Deus, permitiu o regresso do Joaquim Manel às praças. Nesse dia certifiquei-me da entrega a esta profissão e do respeito pelo público que pai e filho deram. O Joaquim a caminho do hospital mas, pedindo ao filho que estivesse presente nessa noite de Mérida para tourear. Acompanhei o Marcos nesse difícil momento. Toquei-lhe numa perna antes de entrar na praça e só lhe disse: “agora é o touro e o triunfo, depois enfrentas o resto”. Não sei se me escutou. E que lição nos deu a todos nós com uma actuação à altura, um profissionalismo e entrega ao toureio que deixou o seu pai orgulhoso.
O Coliseu de Elvas é o seu reduto. Foi (é) em Elvas que se fez toureiro. É em Elvas que vive o seu dia-a-dia profissional e familiar, rodeado daqueles que mais lhe querem. É pois natural que seja o Coliseu elvense o eleito, na ascensão da sua carreira nestes 10 Anos de alternativa. Que orgulho para um pai tourear ao lado do seu filho nesta data e acompanhado por um grande Amigo, como é o Paulo Caetano que volta a vestir a casaca nesta noite de 22 de Setembro.
Marcos Bastinhas fez-se toureiro, porque o Toureio vem de Dentro. Como outros da nova geração, compete-lhe promover a renovação (com interesse para os aficionados) num futuro próximo. Que assim seja…e parabéns por estes 10 anos de toureio profissional.
                                                                               Fernando Marques                                       




Marcos foram os primeiros 10!


Marcos Tenório comemora este ano 10 anos de alternativa. Os primeiros 10 de muitos mais que tem por diante, face ao valor e entrega com que tem pautado toda a sua carreira. Um toureiro de emoções, vibrante, natural - arte pura e com assinatura própria. Uma história que conta já com 18 capítulos, desde que pela primeira vez pisou publicamente uma arena. Corria o ano 2000 e na bagagem desse então amador, tantos sonhos, tantas ilusões, mas com uma certeza: abria-se a porta da verdade para ser toureiro. Foi na praça de toiros da Terrugem que assinou esse seu primeiro capítulo. Os seguintes tiveram o seu epílogo em Loures, quando tirou a prova para praticante, culminando com a alternativa na noite de 10 de Julho, na praça de toiros do Campo Pequeno, sendo-lhe concedida por seu pai: o Maestro Joaquim Bastinhas. Um novo desafio surgiu então para Marcos Tenório; a conquista do seu próprio espaço. A sua afirmação como toureiro, num universo em que as estrelas – entre as quais seu pai, são nomes consagrados há muito junto do público e em destaque nos cartéis das principais praças de toiros. Nada disso colocou barreiras á progressão de Marcos entre os seus pares, ou não fosse ele um “Bastinhas” e também um Nabeiro Tenório, toda uma linhagem de vencedores. Quis as voltas da vida vir a juntar-me aos teus e privar diariamente contigo; com o toureiro que admirava na praça e o qual passei também a admirar no dia a dia e como amigo - a respeitar o profissional pelo grau de exigência que impões a ti próprio, a frontalidade com que abordas os assuntos, a honestidade perante as adversidades, assim como o valor e ambição em superar obstáculos e chegar mais além, porque a palavra desistir, não faz parte do teu vocabulário. Assim tem sido o teu toureio: frontal, sem “mentiras”, um espelho de ti próprio. Sempre assim será! Com a tua verdade, com o teu cunho, com a tua naturalidade. Mesmo quando na tua obra surgem pinceladas do teu Mestre, a tela tem sempre o teu traço. Muito Teu! Não só pelos terrenos que pisas… muitas vezes quase no limite do impossível, mas também pela inspiração e diversidade das sortes que executas, dos encastes que lidas, dos colegas com quem compartes cartel: és o Marcos Tenório... “Bastinhas”, o nosso líder, o nosso toureiro – um toureiro para todas as praças, de todos os públicos. Por tudo isto e certamente muito mais que estará para surgir (daí estares a comemorar a tua primeira década de muitas que tens por diante), aceita os parabéns da tua equipa, dos teus amigos, dos aficionados… de todos que em ti acreditam!

                                                                                            Manuel Ribeiro





quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Marcos Tenorio: 10 anos de alternativa.





VIDA COM SENTIDO

Nasceu a ideia de se reunirem alguns textos sobre o jovem Cavaleiro Marcos "Bastinhas", no momento em que se assinalam os seus 10 Anos de Alternativa. Honrado pelo convite, aqui deixo a minha mensagem de felicitações, face à ainda curta carreira e não só.
Confesso que, desde há muito, fui reconhecendo em Marcos um jovem promissor, que se foi afirmando e confirmando como um dos novos valores da Tauromaquia a Cavalo do nosso País, com legítimas razões para triunfar, em absoluto, e também, além-fronteiras!
Superação é uma das suas características, algo que ficou totalmente demonstrado aquando da gravíssima lesão sofrida num pulso, na Escola de Mafra. Soube sofrer e lutar para conseguir recuperar a sua condição de Cavaleiro Tauromáquico, quando muitos temiam o pior. Ele acreditou sempre e provou, em toda a escala, "ser um Bastinhas"... E venceu!!!
Por outro lado, demonstrou personalidade bem própria, conquistando a sua trajectória artística pessoal, onde, obviamente, a alegria que transmite nas lides, a própria indispensável capacidade de transmitir as emoções ao público (que é sempre o grande juiz!), a entrega total numa bem dominada arte de bem montar, a dose fundamental do improviso e de saber pensar na cara dos touros, tudo ele teria de ter, por via de genes, talento e intuição!
Cedo começou a dar garantias de sucesso, para felicidade de seu Pai e de seu Avô, este que, Lá em Cima e em Paz descansando, estará desfrutando destes (já) dez anos de Alternativa! Muitas mais temporadas esperam por Marcos (sempre) "Bastinhas", também um Filho que soube dar à Vida o melhor sentido que ela tem!!!
Daqui lhe envio o meu abraço sincero!

                                                        Maurício do Vale


Falar de Marcos Bastinhas é um prazer, uma honra e é com facilidade e amizade que o faço. Conheço o seu Pai há muitos anos e talvez tenha sido das primeiras pessoas do mundo dos toiros a conhecer a Senhora sua Mãe Helena Nabeiro. Uma pessoa com um nível fora do normal, aliando a sua beleza a uma serenidade e a uma educação esmerada que marcava a diferença onde quer que estivesse. Marcos é um misto  de calma e personalidade de sua Mãe com a irreverência e de homem de luta de seu Pai. 
Ao longo dos anos acompanhei a sua carreira que sendo ainda curta já marcou a diferença por onde passa e tem hoje um publico fiel de seguidores. Não terá sido fácil para ele estar na senda das comparações com o seu progenitor mas a verdade é que Marcos conseguiu a pouco e pouco ir impondo o seu estilo e ter a maturidade suficiente para fazer o seu caminho. Os seus genes estão lá mas o seu Toureio não depende de estigmas nem de lides trazidas de casa. Faz o que tem a fazer com respeito pelo publico e sabe medir bem o que o publico quer e dele exige. Optou por um caminho mais dificil que é tourear todo o tipo de toiros sem imposições. Defende o verdadeiro Toureio a Cavalo sempre com a noção do que é bem feito e do que agrada mas colocando sempre tudo em cada lide que desenha na arena. Tem a responsabilidade de ser Cavaleiro de Dinastias mas supera bem essa situação impondo-se e sendo ele mesmo. 
10 Anos de Alternativa é uma data que ficará sempre na sua memória. Hoje, com Família constituída e com mais esse apoio, a sua responsabilidade, a sua maturidade, a sua personalidade tornam tudo  mais fácil pois esses componentes e esses sentimentos levam-no a estar feliz mas ambicioso e conseguir alcançar as metas a que se propôe e chegar a Figura de Época.
Parabéns Marcos!  
                                                                                                   João Cortesão




terça-feira, 18 de setembro de 2018

Marcos Tenorio, para além da alternativa.



Nasceu a 1 de Junho de 1986, em Portalegre, no entanto pelas suas raízes familiares ancestrais, desde sempre considerou Elvas como sendo a cidade natal. Vivendo e crescendo no seio de uma família com grandes tradições taurinas - filho de Joaquim Manuel Carvalho Tenório, “Bastinhas” para o grande público e de Maria Helena Gonçalves Nabeiro Tenório, sendo também neto do saudoso Sebastião Tenorio, desde muito jovem Marcos teve uma vivência a diário com o campo, o cavalo e o toiro. Marcos começou a montar por volta dos cinco anos de idade, sendo sua intenção, desde muito cedo, seguir as pisadas do seu pai no mundo da tauromaquia. Frequentou o Colégio Luso-Britânico de Elvas, ingressando mais tarde na Escola Secundária D. Sancho II até concluir o 12º Ano. Pela convivência com o seu avô Sebastião Tenório herdou também a paixão pelos galgos e cavalos, daí ter entrado no ano seguinte, para o SMEFED, em Mafra, onde terminou o curso de Monitor de Equitação. Actuou pela primeira vez em público a 3 de Junho de 2000 na praça de toiros da Terrugem, num festival que também marcou o início do Grupo de Forcados Académicos de Elvas, do qual foi cabo fundador seu irmão Ivan Nabeiro. Prestou provas para cavaleiro praticante em Loures a 26 de Julho de 2005, ao lado de Joaquim Bastinhas, Rui Salvador, Luís Rouxinol, João Cerejo, Sónia Matias e Gilberto Filipe, numa tarde em que se lidaram toiros com ferro e divisa de José Salvador. Marcos Bastinhas estreou-se ainda antes da alternativa, nas arenas espanholas a 17 de Agosto de 2007, na praça de toiros de Valverde de Leganés. A alternativa aconteceu a 10 de Julho de 2008, numa corrida integrada no abono do Campo Pequeno, tendo como padrinho seu pai e como testemunhas Paulo Caetano e João Moura Caetano. Lidou o toiro “Culebrón”, pertencente, como todos os restantes à ganadaria de Maria Guiomar Cortes Moura, numa noite em que a primeira praça do País, teve lotação esgotada. Prosseguiu de forma triunfal a temporada 2008 com especial destaque para a sua actuação a 27 de Julho em Salvaterra de Magos, pela qual venceu o troféu em disputa para a melhor lide, num espectáculo em que seu pai, foi também homenageado pelos 25 anos de Alternativa. Na tradicional corrida de Gala à Antiga Portuguesa de encerramento da temporada no Campo Pequeno repetiu um memorável triunfo a que todos os portugueses puderam assistir através das câmaras da RTP. Na temporada de 2009 voltou a rubricar destacadas actuações nas praças de Lisboa, Angra do Heroísmo, Elvas, Redondo, Moita, entre muitas outras. Em 2010 fez o seu debute em arenas sul-americanas, mais precisamente em Mérida, Venezuela, na importante “Feria del Sol” tendo cortado uma orelha, a única da noite, e que lhe valeu o troféu de "Mejor Rejoneador " da feira. Temporada após temporada, Marcos foi conquistando públicos, granjeando adeptos e sendo também um dos cavaleiros com mais corridas toureadas por época. Marcos Bastinhas volta a tourear na Venezuela, onde fixou grande cartel, em mais duas edições da Feria del Sol de Mérida. Torna-se também conhecido junto do público Francês, ao integrar diversos cartéis em praças gaulesas. Com valor e raça qb leva a emoção a par da arte no seu toureio, sendo por isso mesmo reconhecido pelo publico, a par da comunicação social, com a atribuição de diversos troféus, não só em Portugal continental, mas também nas ilhas, como na importante Feira Taurino do Atlântico ou Sanjoaninas, como também é assim designada, onde foi considerado triunfador absoluto, da edição 2016. Cumprem-se esta temporada 10 anos que Marcos Tenório tomou alternativa e nada mais bonito e sentido para o toureiro, como fazer a comemoração do facto, no grande palco da sua cidade – o Coliseu Rondão de Almeida, com a família, junto dos amigos e perante o “seu” publico. Será no dia 22 de Julho, pelas 22 horas que Bastinhas e Caetanos reeditarão uma grande noite de êxitos, para o publico, para a arte do toureio a cavalo…para a tauromaquia!



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Dia 22 de Setembro, Corrida de toiros do S. Mateus em Elvas.


A tradicional corrida de toiros integrada na festa do São Mateus em Elvas, realiza-se no próximo dia 22 de Setembro, pelas 22 horas, no Coliseu Rondão de Almeida. Comemorando os 10 anos de alternativa do cavaleiro Marcos Bartinhas, integram o cartel desta corrida os cavaleiros Paulo Caetano, Joaquim Bastinhas, João Moura Caetano e Marcos Bastinhas. Serão lidados 2 toiros da ganadaria "Paulo Caetano" e 4 de "Rudolfo Proença", estando as pegas a cargo dos Grupos Forcados Amadores de Évora e Académicos de Elvas.