quinta-feira, 27 de setembro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Marcos Tenorio: 10 anos de alternativa (III)
O Fado e o Destino que marcam a História de dois Vencedores
Estávamos
nos anos 70, no apogeu da revolução mourista, vivia-se um novo ciclo na
Histórica do Toureio a Cavalo, proliferavam novos valores que davam
continuidade à época de ouro de Mestre João Núncio, Manuel Conde, David Ribeiro
Telles, José Maldonado Cortes, José Samuel Lupi, José Mestre Batista e Luis
Miguel da Veiga, entre muitos mais. Lado-a-lado com os da nova vaga que surgiam
e de que eram principais intérpretes João Moura, João Ribeiro Telles, Paulo
Caetano e Rui Salvador, pontificavam ainda em força cavaleiros como Emídio
Pinto, Sommer d’Andrade, Frederico Cunha, Gustavo Zenkl e José João Zoio, entre
outros.
Do
Alentejo chegava um jovem cabeludo, de sorriso franco e contagiante alegria
chamado Joaquim Manuel Carvalho Tenório, mas que nos cartazes se anunciava como
Joaquim Bastinhas, alcunha que herdara de seu pai, cavaleiro amador e exímio
equitador, um apaixonado do campo e dos cavalos, figura incontornável e de
grande saudade, Sebastião Tenório, que foi o pilar e foi “a praia” do arranque
deste novo cavaleiro, cuja estreia ficara marcada num dos festejos de Carnaval
que ao tempo eram tradição na praça do Campo Pequeno e de onde, na parte séria,
romperam nomes grandes da nossa Tauromaquia. Aconteceu na tarde de 2 de
Fevereiro de 1969.
António
Carvalho, que todos conheciam por “Galinha” e era um dos braços-direitos de
Mestre David Ribeiro Telles, descobrira um dia no Alentejo os dotes deste
menino irreverente que teimava em ser toureiro. A visão de “Galinha” fê-lo ver
mais à frente e apostar naquele que ele tinha a certeza de um dia vir a ser
grande nesta arte do toureio a cavalo.
E no
meio de um baralho em que já se destacavam nomes consagrados, apareceu Joaquim
Bastinhas com um estilo muito próprio, uma irreverência que contagiava e uma
ousadia em praça que fazia empolgar e começava, aos poucos, a marcar a
diferença.
Havia
quem não gostasse, até quem dissesse que Bastinhas não era nome de toureiro,
que soava a brincadeira ao lado dos apelidos sonantes daqueles que com ele
contracenavam nesta página nova que se estava a escrever no Toureio a Cavalo.
Mas a
realidade é que ele impôs a sua forma distinta - e também revolucionária - de
interpretar, dentro dos parâmetros que os livros antigos ensinavam, mas com um
toque demasiado próprio que a ninguém era indiferente, a arte tão nobre e tão
séria de lidar toiros a cavalo.
Recuperou
a sorte do par de bandarilhas a duas mãos, que os antigos executavam e estava
nesse tempo em desuso, chamando a si essa imagem de marca que ficou pelo tempo
fora. E foi, ao longo de mais de três décadas - e é - um toureiro dos de
verdade. Bastará recordar que é ainda hoje um dos cavaleiros que mais vezes
pisou a sagrada arena do Campo Pequeno e aquele que mais vezes enfrentou toiros
da mítica e dura ganadaria Murteira Grave, o que por si só fala do seu valor,
da sua grandeza e da sua afirmação como primeiríssima e aclamada Figura do
Toureio Equestre Nacional.
A
esperada alternativa aconteceu no coração do Alentejo, na histórica praça de
Évora, na tarde de 15 de Maio de 1983, num quadro verdadeiramente de sonho:
como padrinho, José Mestre Batista, como testemunha, João Moura. Confirmou-a no
mesmo ano, a 14 de Julho, no cenário solene da primeira praça de toiros do
país, a do Campo Pequeno, apadrinhado por João Palha Ribeiro Telles, com o
testemunho de Paulo Caetano. E nasceu uma estrela.
Seguiram-se
anos de glória sem fim em que o nome de Joaquim Bastinhas marcou as maiores
corridas das temporadas nacionais e honrou a nossa Bandeira também noutras
paragens, como Espanha (onde triunfou na mais importante praça do mundo, a
Monumental de las Ventas, em Madrid), França, Grécia, Macau, México e
Venezuela, solidificando e consagrando uma carreira única e tornando-se no mais
popular e no mais aplaudido dos cavaleiros lusos. No mais emblemático, também.
Espécie de “El Cordobés” do toureio equestre, nem melhor nem pior que os
outros, apenas e só, diferente. E único.
A
carreira, a trajectória e a própria vida de Joaquim Bastinhas confundem-se e
são parte integrante da História e da evolução da Tauromaquia portuguesa - onde
ele tem um lugar à parte.
Chegar
e vencer nunca foi difícil. O difícil é depois manter-se e jamais perder a
estrela que faz de um artista um fenómeno de massas, um ídolo de multidões. Foi
assim José Mestre Batista. É assim, ainda e sempre, Joaquim Bastinhas,
protagonista de uma ascensão meteórica que, depressa e mercê do seu valor, da
sua raça, da sua força interior e da sua rara intuição, o elevou aos mais altos
patamares do mundo do toureio, tornando-o um caso de popularidade entre os
aficionados e até mesmo os não aficionados, uma figura de Portugal e um dos
grandes ídolos do país da segunda metade do século passado.
Não é
fácil, não foi fácil, chegar onde chegou - e como chegou. Trabalho árduo, fruto
de uma entrega desmedida, de uma paixão incontrolável e de um louvável saber
estar - só próprios dos eleitos, dos que se destacam entre a multidão, dos que,
pela sua arte, conseguem marcar a diferença.
Menos
fácil terá sido para Marcos Tenório, seu filho, também já anunciado nos cartéis
como o novo Bastinhas, chegar e triunfar num mundo onde ainda pairava a força
de seu pai.
A
escola era a mesma, a base era a mesma e o estilo não se diferenciava muito.
Natural. Mas… e depois? Como singrar num meio onde ainda reinava Joaquim
Bastinhas e sobre o jovem cavaleiro recaía o peso de um nome, de uma imagem e
de uma figura com quem não podia haver comparação possível?
É
aqui que reside todo o valor da nova estrela. Do novo Bastinhas. Difícil ser
filho de quem é e também se impor. Problemático entrar numa arena e triunfar
sob a sombra do progenitor, que se mantinha e não dava tréguas na arena a
ninguém, nem ao filho.
Mais
complicado ainda: chegar e vencer num momento em que se estavam também a
afirmar a maioria dos filhos das grandes figuras da época de seu pai. Não foi
num instante. Foi aos poucos. E foi à custa do seu valor, da sua raça, de nunca
virar a cara aos desafios, de “pôr a carne no assador”, como se diz na gíria,
de tarde em tarde, de triunfo em triunfo, até chegar à afirmação, à consagração
e a receber dos entendidos o respeito e a consideração que se têm pelos bons
toureiros.
Marcos
foi-se impondo nas arenas até chegar à alternativa, vinte e cinco anos depois
de seu pai a ter tomado, o que aconteceu no novo Campo Pequeno na noite de 10
de Julho de 2008. Apadrinhou-o o pai e testemunharam o acto dois outros nomes
grandes, Paulo Caetano e seu filho João Moura Caetano.
Na
temporada de 2018, Marcos Tenório vai cumprir o 10º aniversário da sua carreira
como cavaleiro tauromáquico. Uma década em que também ele marcou. É óbvio que a
aficion o olha como o filho de Joaquim Bastinhas e ele próprio, no seu conceito
de interpretar o toureio a cavalo, não foge dessa realidade, nem se procura
afastar da responsabilidade que acarreta aos ombros por ser filho de quem é.
Mas a verdade é que Marcos Tenório, pelo seu arrojo, pela sua verdade e pelo seu toureio emotivo, soube honrar o passado, afirmar-se como fiel - e, mais que fiel, digno - sucessor de um nome grande da Tauromaquia lusa, afirmando-se entre os primeiros e dando continuidade ao fulgor e à glória que seu pai escreveu nas arenas - e por certo, voltará a escrever - durante mais de trinta anos.
Mas a verdade é que Marcos Tenório, pelo seu arrojo, pela sua verdade e pelo seu toureio emotivo, soube honrar o passado, afirmar-se como fiel - e, mais que fiel, digno - sucessor de um nome grande da Tauromaquia lusa, afirmando-se entre os primeiros e dando continuidade ao fulgor e à glória que seu pai escreveu nas arenas - e por certo, voltará a escrever - durante mais de trinta anos.
A
História repete-se. Repete-se sempre. Há hoje um novo Bastinhas que consolida
um “segundo capítulo” de uma verdadeira epopeia de grandeza, de arte e de
glória na Tauromaquia nacional.
E é
por isso que aqui estamos. O Fado, disse Camões, é o Destino dos portugueses.
Cantá-lo é também cantar - e contar - a nossa História. A História da Dinastia
Bastinhas, neste caso. Uma História de Vencedores.
Miguel
Alvarenga
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
domingo, 23 de setembro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Marcos Tenorio: 10 anos de alternativa (II)
O Toureio vem de dentro…
Escrever sobre o filho de um Amigo que sempre admirei
como Homem e Toureiro (fiel ao seu conceito) e houve, há um respeito mútuo pelo
desempenho de cada um de nós, não é fácil.
toureiro. Ser toureiro não é uma profissão menor. Antes
pelo contrário. Ser toureiro requer sacrifício, amor e dedicação a uma
profissão que exige a cada momento. Ter discernimento para não embalar nos
triunfos e retirar ensinamentos dos fracassos. É uma profissão de dar mais,
porque se joga a vida, do que receber os aplausos efémeros, porque depois de
cada triunfo, pode surgir o fracasso…
Vivemos um momento em que cada vez há mais público e
menos aficionados nas praças. Logo é necessário ter esse factor sempre
presente.
É natural que vivendo desde pequeno rodeado de
cavalos, vivendo o dia-a-dia de seu pai, isso pudesse vir a influenciar o seu
futuro. Ainda bem que assim foi, pois garantiu com isso a continuidade da
dinastia “Bastinhas”.
Tive a sorte ou o privilégio de acompanhar de perto o
seu percurso, não sendo muito de andar ligado a toureiros. Respeito todos para
que seja respeitado, com crónicos que não críticas, porque não tenho o
conhecimento para tal. Vejo sempre o lado positivo de cada toureiro frente à
matéria-prima (touro) as montadas, eleição de terrenos e o conceito que cada um
tem do toureio. Isto porque alguém disse um dia que “o melhor aficionado é
aquele que lhe cabe maior número de toureiros na cabeça”.
Marcos Bastinhas como outros jovens toureiros de
dinastia bebeu da “água cristalina” dos exemplos de seu pai: fiel ao seu
conceito e respeito pelo público. É pois natural que no seu toureio haja
algumas semelhanças, sobretudo até ao dia em que tomou a alternativa, pela
associação de estilos que o público via nas suas actuações.
Nestes 10 Anos de alternativa Marcos Bastinhas foi
encontrando a sua tauromaquia, assente na entrega absoluta em cada tarde,
observando as regras de um bom equitador. Dar vantagem aos touros, reunir com
verdade e arriscar muitas vezes em ferros de compromisso para levar a emoção às
bancadas. É isso que o toureiro necessita, que cada um que preenche as bancadas
de uma praça sinta que aquilo não é fácil, que há risco, que há verdade… e que
dá por bem entregue a compra da sua entrada.
Como diria o poeta, 10 Anos é muito tempo. É o tempo
que o tempo deu a este toureiro para evoluir, mantendo matizes da “Escola
Bastinhas” mas encontrou aos poucos o seu caminho, a sua própria tauromaquia.
Isso aportou-lhe que possa triunfar em muitas tardes.
Um caminho que, para mim como aficionado e Amigo de
seu pai, ficou marcado naquele dia que podia ter sido uma tragédia que, graças
a Deus, permitiu o regresso do Joaquim Manel às praças. Nesse dia
certifiquei-me da entrega a esta profissão e do respeito pelo público que pai e
filho deram. O Joaquim a caminho do hospital mas, pedindo ao filho que
estivesse presente nessa noite de Mérida para tourear. Acompanhei o Marcos
nesse difícil momento. Toquei-lhe numa perna antes de entrar na praça e só lhe
disse: “agora é o touro e o triunfo, depois enfrentas o resto”. Não sei se me
escutou. E que lição nos deu a todos nós com uma actuação à altura, um
profissionalismo e entrega ao toureio que deixou o seu pai orgulhoso.
O Coliseu de Elvas é o seu reduto. Foi (é) em Elvas
que se fez toureiro. É em Elvas que vive o seu dia-a-dia profissional e
familiar, rodeado daqueles que mais lhe querem. É pois natural que seja o
Coliseu elvense o eleito, na ascensão da sua carreira nestes 10 Anos de
alternativa. Que orgulho para um pai tourear ao lado do seu filho nesta data e
acompanhado por um grande Amigo, como é o Paulo Caetano que volta a vestir a
casaca nesta noite de 22 de Setembro.
Marcos Bastinhas fez-se toureiro, porque o Toureio vem
de Dentro. Como outros da nova geração, compete-lhe promover a renovação (com interesse
para os aficionados) num futuro próximo. Que assim seja…e parabéns por estes 10
anos de toureio profissional.
Fernando Marques
Marcos foram os primeiros 10!
Marcos
Tenório comemora este ano 10 anos de alternativa. Os primeiros 10 de muitos
mais que tem por diante, face ao valor e entrega com que tem pautado toda a sua
carreira. Um toureiro de emoções, vibrante, natural - arte pura e com
assinatura própria. Uma história que conta já com 18 capítulos, desde que pela
primeira vez pisou publicamente uma arena. Corria o ano 2000 e na bagagem desse
então amador, tantos sonhos, tantas ilusões, mas com uma certeza: abria-se a
porta da verdade para ser toureiro. Foi na praça de toiros da Terrugem que
assinou esse seu primeiro capítulo. Os seguintes tiveram o seu epílogo em
Loures, quando tirou a prova para praticante, culminando com a alternativa na
noite de 10 de Julho, na praça de toiros do Campo Pequeno, sendo-lhe concedida
por seu pai: o Maestro Joaquim Bastinhas. Um novo desafio surgiu então para
Marcos Tenório; a conquista do seu próprio espaço. A sua afirmação como
toureiro, num universo em que as estrelas – entre as quais seu pai, são nomes consagrados
há muito junto do público e em destaque nos cartéis das principais praças de
toiros. Nada disso colocou barreiras á progressão de Marcos entre os seus
pares, ou não fosse ele um “Bastinhas” e também um Nabeiro Tenório, toda uma
linhagem de vencedores. Quis as voltas da vida vir a juntar-me aos teus e privar
diariamente contigo; com o toureiro que admirava na praça e o qual passei
também a admirar no dia a dia e como amigo - a respeitar o profissional pelo
grau de exigência que impões a ti próprio, a frontalidade com que abordas os
assuntos, a honestidade perante as adversidades, assim como o valor e ambição
em superar obstáculos e chegar mais além, porque a palavra desistir, não faz
parte do teu vocabulário. Assim tem sido o teu toureio: frontal, sem
“mentiras”, um espelho de ti próprio. Sempre assim será! Com a tua verdade, com
o teu cunho, com a tua naturalidade. Mesmo quando na tua obra surgem pinceladas
do teu Mestre, a tela tem sempre o teu traço. Muito Teu! Não só pelos terrenos
que pisas… muitas vezes quase no limite do impossível, mas também pela
inspiração e diversidade das sortes que executas, dos encastes que lidas, dos
colegas com quem compartes cartel: és o Marcos Tenório... “Bastinhas”, o nosso
líder, o nosso toureiro – um toureiro para todas as praças, de todos os
públicos. Por tudo isto e certamente muito mais que estará para surgir (daí
estares a comemorar a tua primeira década de muitas que tens por diante),
aceita os parabéns da tua equipa, dos teus amigos, dos aficionados… de todos
que em ti acreditam!
Manuel Ribeiro
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Marcos Tenorio: 10 anos de alternativa.
VIDA COM SENTIDO
Nasceu a ideia de se reunirem alguns
textos sobre o jovem Cavaleiro Marcos "Bastinhas", no momento em que
se assinalam os seus 10 Anos de Alternativa. Honrado pelo convite, aqui deixo a
minha mensagem de felicitações, face à ainda curta carreira e não só.
Confesso que, desde há muito, fui
reconhecendo em Marcos um jovem promissor, que se foi afirmando e confirmando
como um dos novos valores da Tauromaquia a Cavalo do nosso País, com legítimas
razões para triunfar, em absoluto, e também, além-fronteiras!
Superação é uma das suas
características, algo que ficou totalmente demonstrado aquando da gravíssima
lesão sofrida num pulso, na Escola de Mafra. Soube sofrer e lutar para
conseguir recuperar a sua condição de Cavaleiro Tauromáquico, quando muitos
temiam o pior. Ele acreditou sempre e provou, em toda a escala, "ser um
Bastinhas"... E venceu!!!
Por outro lado, demonstrou
personalidade bem própria, conquistando a sua trajectória artística pessoal,
onde, obviamente, a alegria que transmite nas lides, a própria indispensável
capacidade de transmitir as emoções ao público (que é sempre o grande juiz!), a
entrega total numa bem dominada arte de bem montar, a dose fundamental do
improviso e de saber pensar na cara dos touros, tudo ele teria de ter, por via
de genes, talento e intuição!
Cedo começou a dar garantias de
sucesso, para felicidade de seu Pai e de seu Avô, este que, Lá em Cima e em Paz
descansando, estará desfrutando destes (já) dez anos de Alternativa! Muitas
mais temporadas esperam por Marcos (sempre) "Bastinhas", também um
Filho que soube dar à Vida o melhor sentido que ela tem!!!
Daqui lhe envio o meu abraço sincero!
Maurício do Vale
Falar de Marcos Bastinhas é um prazer, uma
honra e é com facilidade e amizade que o faço. Conheço o seu Pai há muitos anos
e talvez tenha sido das primeiras pessoas do mundo dos toiros a conhecer a
Senhora sua Mãe Helena Nabeiro. Uma pessoa com um nível fora do normal, aliando
a sua beleza a uma serenidade e a uma educação esmerada que marcava a diferença
onde quer que estivesse. Marcos é um misto de calma e personalidade de
sua Mãe com a irreverência e de homem de luta de seu Pai.
Ao longo dos anos acompanhei a sua
carreira que sendo ainda curta já marcou a diferença por onde passa e tem hoje
um publico fiel de seguidores. Não terá sido fácil para ele estar na senda das
comparações com o seu progenitor mas a verdade é que Marcos conseguiu a pouco e
pouco ir impondo o seu estilo e ter a maturidade suficiente para fazer o seu
caminho. Os seus genes estão lá mas o seu Toureio não depende de estigmas nem
de lides trazidas de casa. Faz o que tem a fazer com respeito pelo publico e
sabe medir bem o que o publico quer e dele exige. Optou por um caminho mais
dificil que é tourear todo o tipo de toiros sem imposições. Defende o
verdadeiro Toureio a Cavalo sempre com a noção do que é bem feito e do que
agrada mas colocando sempre tudo em cada lide que desenha na arena. Tem a
responsabilidade de ser Cavaleiro de Dinastias mas supera bem essa situação
impondo-se e sendo ele mesmo.
10 Anos de Alternativa é uma data que
ficará sempre na sua memória. Hoje, com Família constituída e com mais esse
apoio, a sua responsabilidade, a sua maturidade, a sua personalidade tornam
tudo mais fácil pois esses componentes e esses sentimentos levam-no a
estar feliz mas ambicioso e conseguir alcançar as metas a que se propôe e
chegar a Figura de Época.
Parabéns Marcos!
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Marcos Tenorio, para além da alternativa.
Nasceu a 1 de Junho de 1986, em
Portalegre, no entanto pelas suas raízes familiares ancestrais, desde sempre
considerou Elvas como sendo a cidade natal. Vivendo e crescendo no seio de uma
família com grandes tradições taurinas - filho de Joaquim Manuel Carvalho
Tenório, “Bastinhas” para o grande público e de Maria Helena Gonçalves Nabeiro
Tenório, sendo também neto do saudoso Sebastião Tenorio, desde muito jovem Marcos teve uma vivência a diário com o campo, o cavalo e o toiro. Marcos começou a
montar por volta dos cinco anos de idade, sendo sua intenção, desde muito cedo,
seguir as pisadas do seu pai no mundo da tauromaquia. Frequentou o Colégio
Luso-Britânico de Elvas, ingressando mais tarde na Escola Secundária D. Sancho
II até concluir o 12º Ano. Pela convivência com o seu avô Sebastião Tenório
herdou também a paixão pelos galgos e cavalos, daí ter entrado no ano seguinte,
para o SMEFED, em Mafra, onde terminou o curso de Monitor de Equitação. Actuou pela primeira vez em público a 3 de Junho de 2000 na praça de toiros da
Terrugem, num festival que também marcou o início do Grupo de Forcados
Académicos de Elvas, do qual foi
cabo fundador seu irmão Ivan Nabeiro. Prestou provas para cavaleiro
praticante em Loures a 26 de Julho de 2005, ao lado de Joaquim Bastinhas, Rui
Salvador, Luís Rouxinol, João Cerejo, Sónia Matias e Gilberto Filipe, numa
tarde em que se lidaram toiros com ferro e divisa de José Salvador. Marcos
Bastinhas estreou-se ainda antes da alternativa, nas arenas espanholas a 17 de Agosto
de 2007, na praça de toiros de Valverde de Leganés. A alternativa aconteceu a 10 de Julho de
2008, numa corrida integrada no abono do Campo Pequeno, tendo como padrinho seu
pai e como testemunhas Paulo Caetano e João Moura Caetano. Lidou o toiro “Culebrón”,
pertencente, como todos os restantes à ganadaria de Maria Guiomar Cortes Moura,
numa noite em que a primeira praça do País, teve lotação esgotada. Prosseguiu
de forma triunfal a temporada 2008 com especial destaque para a sua actuação a
27 de Julho em Salvaterra de Magos, pela qual venceu o troféu em disputa para a
melhor lide, num espectáculo em que seu pai, foi também homenageado pelos 25
anos de Alternativa. Na tradicional corrida de Gala à Antiga Portuguesa de
encerramento da temporada no Campo Pequeno repetiu um memorável triunfo a que
todos os portugueses puderam assistir através das câmaras da RTP. Na temporada
de 2009 voltou a rubricar destacadas actuações nas praças de Lisboa, Angra do
Heroísmo, Elvas, Redondo, Moita, entre muitas outras. Em 2010 fez o seu debute em arenas
sul-americanas, mais precisamente em Mérida, Venezuela ,
na importante “Feria del Sol” tendo cortado uma orelha, a única da noite, e que
lhe valeu o troféu de "Mejor Rejoneador " da feira. Temporada após
temporada, Marcos foi conquistando públicos, granjeando adeptos e sendo também
um dos cavaleiros com mais corridas toureadas por época. Marcos Bastinhas volta
a tourear na Venezuela, onde fixou grande cartel, em mais duas edições da Feria
del Sol de Mérida. Torna-se também conhecido junto do público Francês, ao
integrar diversos cartéis em praças gaulesas. Com valor e raça qb leva a emoção
a par da arte no seu toureio, sendo por isso mesmo reconhecido pelo publico, a par da comunicação social, com a atribuição de diversos troféus, não só em Portugal
continental, mas também nas ilhas, como na importante Feira Taurino do
Atlântico ou Sanjoaninas, como também é assim designada, onde foi considerado triunfador absoluto, da edição 2016. Cumprem-se esta temporada 10 anos que Marcos Tenório
tomou alternativa e nada mais bonito e sentido para o toureiro, como fazer a
comemoração do facto, no grande palco da sua cidade – o Coliseu Rondão de Almeida, com a
família, junto dos amigos e perante o “seu” publico. Será no dia 22 de Julho,
pelas 22 horas que Bastinhas e Caetanos reeditarão uma grande noite de êxitos, para
o publico, para a arte do toureio a cavalo…para a tauromaquia!
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
terça-feira, 21 de agosto de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Dia 22 de Setembro, Corrida de toiros do S. Mateus em Elvas.
A tradicional corrida de toiros integrada na festa do São Mateus em Elvas, realiza-se no próximo dia 22 de Setembro, pelas 22 horas, no Coliseu Rondão de Almeida. Comemorando os 10 anos de alternativa do cavaleiro Marcos Bartinhas, integram o cartel desta corrida os cavaleiros Paulo Caetano, Joaquim Bastinhas, João Moura Caetano e Marcos Bastinhas. Serão lidados 2 toiros da ganadaria "Paulo Caetano" e 4 de "Rudolfo Proença", estando as pegas a cargo dos Grupos Forcados Amadores de Évora e Académicos de Elvas.
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