Uma década após a alternativa, o Maestro Joaquim Bastinhas integra com pleno direito e valor, um grupo de cavaleiros "jovens", os quais centram a atenção dos aficionados e faz com que o publico preencha as bancadas das praças de toiros, para grande satisfação dos empresários e empresas tauromáquicas. Vivem-se tempos "polémicos", que trazem as rivalidades " à flor da pele", um numero crescente de adeptos destes toureiros, com a própria imprensa a favor - ou não, acabando também ela por participar nessa rivalidade. Bastinhas é um desses toureiros "polémicos", face á realidade distinta e particular do seu toureio. Está presente em todos os cartéis das grandes corridas da temporada - Campo Pequeno, Santarém, Nazaré, Évora, Setúbal, Alcochete e Moita são o palco de eleição escolhido, para os melhores defrontarem-se. È neste ambiente de total competição, que o cavaleiro de Elvas cimenta a sua "jovem carreira" e vai somando êxitos. Entretanto também a quadra vê-se reforçada com o famoso "Xequemate" e mais tarde o "Vip". Ambição é uma das qualidades que caracteriza e marca a personalidade de Joaquim Bastinhas. Daí também a regularidade de corridas que mantém na temporada francesa, estando sempre presente nos cartéis de relevo, dos espectáculos do toureio a cavalo á portuguesa, tendo conquistado e "caído nas boas graças" do publico gaulês. Em Espanha, toureia não só nas corridas das feiras taurinas da raia,, mas avança para Madrid, Sevilha, Saragoça, Leon, entre outras, alcançando um balanço muito positivo e vê mais um dos seus objectivos concretizado. É também neste momento da sua vida pessoal, que o Maestro Joaquim Bastinhas toma novo rumo na sua vida, com novas responsabilidades ao contrair matrimónio com Helena Nabeiro Tenório. No seu outro campo profissional; a agricultura, desenvolve a actividade tornando-se um agricultor de sucesso, á imagem de seu pai. Nesse momento, para muitos dos seus seguidores, começa a surgir o ditado popular: "toureiro casado, toureiro terminado!". Erro crasso com Joaquim Bastinhas! Uma regra que nunca se aplicou ao elvense.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Joaquim Bastinhas: II parte capitulo I
As temporadas de 1984 e 85 do Maestro foram intensas - como viriam a ser todas as seguintes, tornando-se o cavaleiro português de alternativa que mais toureou, sendo por diversas vezes o primeiro do "escalafon". Para este feito Joaquim Bastinhas "desafia-se a si próprio". Em 1984 a quadra é reforçada com o "Piropo", que se vem juntar, entre outros, ao "Guiso", "Trinco" e Palmela", quatros cavalos toureiros de alto gabarito e com eles encerra-se com 6 toiros "graves" em Setubal, facto inédito até aí. Lida em solitário os 6 toiros do concurso de Ganadarias de S. Manços, para em Salvaterra de Magos lidar mano-a-mano com Antonio Telles 6 toiros e finalmente na monumental de Cascais lidar 6 Castros, também mano-a-mano, desta feita com João Moura. Apoderado por José Tello Barradas, na temporada de 1984 toureia 55 corridas e na seguinte 64. Vai ao campo Pequeno em 4 ocasiões e no ano seguinte toureia aí 5 corridas, vindo a cometer outro feito inédito até ao momento, ao ser o cavaleiro base dos cartéis da temporada 1989 na praça da capital. Mas o caminho artístico do Maestro Bastinhas não se resumiu apenas ás praças de toiros de Portugal, expandia-se a França e Espanha. A sua popularidade junto do publico e aficionados era singular. Apelidavam-no do "toureiro do sol", o que nunca preocupou o cavaleiro de Elvas pelos seguidores, que manteve fiéis ao longo das épocas. "A tauromaquia é um festejo popular, abrangente. Temos que nos entregar, ser nós próprios. Acreditar e vencer com o nosso toureio. Com a a forma que acreditamos que deve ser interpretado. Aí pomos todos de acordo. Sol e sombra!"
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| Praça de toiros Moita do Ribatejo |
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| Praça de toiros de Coruche |
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| Praça de toiros de Évora |
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| Praça de toiros de Cascais |
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| Praça de toiros de Beja |
"Pamela" de Marcos Tenorio ontem em destaque!
A galga "Pamela" de Marcos Tenorio esteve ontem em destaque indo á final da prova defrontando a irmã da sub-campeã de Espanha tendo ficado em segundo lugar na copa.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Joaquim Bastinhas: capitulo IV
Depois do seu debute nas arenas em 1969 e passados que foram 14 anos de uma preciosa rodagem e que lhe conferiram um invejável traquejo, eis que chega o dia 15 de Maio de 1983 e a tão esperada alternativa, numa data importante do calendário - o tradicional concurso de ganadarias de Évora, na exigente praça de toiros da cidade do Templo de Diana. Um cartel de eleição: José Mestre Baptista (figura de época) como padrinho e João Moura (que trazia aficion ibérica deslumbrada) como testemunha. Um repto tremendo para o Maestro de Elvas, o qual estava ciente da importância desta corrida e das seguintes, para as quais se encontrava contractado (Santarém, Campo Pequeno, Coruche e Setúbal) e que lhe poderiam dar novos contractos, que lhe assegurariam o passe de entrada, para o circuito das corridas de feira e datas de destaque da temporada. Ciente das responsabilidades e com a sua habitual determinação, Joaquim Bastinhas superou esta prova com distinção, frente a um toiro da ganadaria "Branco Nunçio". Segue-se Santarém e uma corrida de feira televisionada, seguindo-se a confirmação de alternativa ( a primeira de sempre) na Praça de toiros do Campo Pequeno a 14 de Julho de 1983, lidando-se toiros de "António José Teixeira" , sendo apadrinhado por João Ribeiro Telles e testemunhada por Paulo Caetano. Termina a temporada de 1983 deixando bom ambiente. No entanto as temporadas de 1984 e 1985 viriam a ser cruciais, para integrar o "grupo da frente", na época em acesa competição e a atravessar também, um período de renovação dos convencionais apelidos toureiros do "escaláfon" do toureio a cavalo á portuguesa.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
"Patio de Quadrilhas" entregou troféus ontem no "Alfoz". Marcos Tenorio galardão maior para o toureio a cavalo.
Como já vem sendo tradição, o blog taurino "Patio de Quadrilhas" entregou ontem no restaurante "Alfoz", os seus troféus referentes á passada temporada de 2016. Uma noite agradável, que reuniu, para além dos galardoados, também diversas caras conhecidas da nossa festa. Marcos dedicou este prémio ao seu amigo de sempre Joaquim Pataca, prometendo também uma temporada de 2017 com a sua habitual entrega, mas também uma determinação férrea, para continuar a manter-se nos lugares cimeiros do toureio a cavalo. Por ultimo agradeceu também ao publico, que de novo também o acarinhou uma vez mais com esta distinção. Recorde-se que Marcos Tenorio bisou este troféu, tendo-o já conquistado na passada temporada de 2015. Será que em 2017 vai conseguir o "hat-trick"?
| Marcos Tenorio - Triunfador temporada 2015 |
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Joaquim Bastinhas: capitulo III
Joaquim Bastinhas vai traçando a sua trejectória nas arenas. Conciliando os estudos para regente agrícola, o seu desejo de se tornar um dia cavaleiro de alternativa vai-se afirmando na sua personalidade e começa a ser notado. Tem o apoio total de seu pai e os espectáculos vão surgindo. São tempos em que o Maestro empenha-se e a sua entrega e trabalho vão dando frutos, até porque o seu carácter aberto e a alegria que põe em cada corrida, assim como o toureio sempre muito personalizado marcam-lhe uma posição, a qual só com muito trabalho vai vingando. Ressuscita uma sorte caída em desuso: o par de bandarilhas marcado pela diferença: Bastinhas cita os toiros de terrenos de dentro para fora, expondo-se, mostrando-se aos toiros e arriscando tudo, dando outra dimensão a esta sorte do toureio a cavalo, já que era usual ser praticado pelo "corredor" das tábuas. No entanto uma trajectória iniciada a 18 de Fevereiro de 1969, data em que se apresentou ao publico na praça de toiros do Campo Pequeno é interrompida para cumprir o serviço militar, então obrigatório, ingressando na unidade de comandos da Amadora em 1974. Serviço militar cumprido, Joaquim Bastinhas retoma a sua actividade como toureiro em 1977, partilhando parte do seu dia a dia com a lavoura, actividade familiar que vem já do tempo de seu avô paterno, Matias Tenório. Sentindo-se preparado e com ambição o Maestro dá mais um passo em frente como toureio e no dia 9 de Setembro de 1979 na praça de toiros de Vila Viçosa presta prova para cavaleiro praticante, alternado nessa tarde com David Ribeiro Telles, José Luís Sommer de Andrade e João e António Ribeiro Telles. Após a prova Joaquim Bastinhas começa a tourear não só as praças do Alentejo, mas também nas do centro do País. Com os aficionados a falarem do "jovem toureiro de Elvas. Praças de toiros, com aficionados exigentes, como as de Alcácer do Sal, Évora, Beja, Setúbal, Vila Franca de Xira, Cartaxo e Campo Pequeno entre outras, põem-no á prova. Como cavaleiro praticante toureia 7 tardes na praça de toiros da capital (em amador toureou 4 tardes no Campo Pequeno), preparando-se para a alternativa que viria a acontecer na temporada de 1983, na praça de toiros de Évora. Neste espaço de tempo o Maestro, começa a reunir uma quadra de cavalos de toureio, que viria a ser muito preciosa para a sua carreira, destacando-se nessa época o "Rouxinol" ferro "Rio Frio" com que parava os toiros, o "Guiso" com o ferro de seu pai Sebastião Tenorio e um "poldro" ferro Romão Tavares" - o célebre "Trinco".
"Rouxinol"
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| "Guiso" |
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| "Trinco" |
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