domingo, 14 de setembro de 2014

Joaquim Bastinhas: imagens de Coruche e Portalegre.

Coruche, sexta-feira...





Portalegre, ontem...











Ontem em Portalegre...













Joaquim Bastinhas esta tarde em Mora.


Joaquim Bastinhas de "Cartier" em Portalegre.


A praça de toiros “José Elias Garcia” foi esta noite palco de um bom espetáculo tauromáquico. Um cartel de peso, não só pelo nome dos três cavaleiros, mas por tudo aquilo que eles representam para o toureio a cavalo. João Moura, Joaquim Bastinhas e António Telles: três toureiros que passados trinta anos, mantêm acesa a chama da competição. Tal como na década de oitenta o faziam, cada um com o seu estilo, pendentes de tudo o que se passava na arena, tentando superar-se e superarem-se na procura do triunfo; hoje viu-se que a sua ambição mantêm-se inalterável. 


E o público que preencheu as bancadas em pouco mais da sua metade, reviveu o passado…revendo-se no presente. O curro de “Passanha” bem apresentado, teve quatro toiros que investiram e serviram bem para as lides, ao contrário dos lidados em quinto e sexto lugar - mansos e descaradamente a fugirem para tábuas e dos seus lidadores, complicando também o desempenho dos Grupos Forcados Amadores de Portalegre e Alcochete, que no entanto com coesão e saber sobrepuseram-se aos "Passanhas".


Joaquim Bastinhas frente ao segundo da noite esteve francamente bem. Primeiro com o “Zico” nos compridos e depois nos curtos com o “Cartier”, o cavaleiro de Elvas, rubricou uma atuação de mão cheia. Experiência, arte e alegria em perfeita sintonia, foram a chave do êxito de Joaquim Bastinhas, frente ao seu primeiro.


 Já no segundo do seu lote, um manso de investidas pouco claras e sempre a fugir para tábuas só daí saindo (com dureza), cada vez que o cavaleiro lhe pisava os terrenos. Primeiro com o “Amoroso” e depois com o “Tivoli”, Bastinhas esteve muito por cima do toiro, sendo o público unânime nas palmas com que brindou o cavaleiro no final da sua actuação.



sábado, 13 de setembro de 2014

Hoje ás 22 horas em Portalegre:


Bastinhas ontem em Coruche com...

o "Zico"


e o "Tivoli"



"Emoçôes" por Vaz Craveiro.

"Emoção será um estado de alma provocado por um facto ou situação que saltou as fronteiras da normalidade.
Entra aqui em acção o aspecto quantitativo, porquanto podem ser grandes ou pequenas, profundas ou ligeiras.
É o caso do espectáculo tauromáquico, a cavalo, a pé, ou nas pegas, onde, quando Deus quer, o aficionado vê a sua sensibilidade atingida no melhor dos sentidos por detalhes que, isolada ou conjuntamente, vão muito além do divertimento proporcionado pelo seu desenvolvimento ao mero espectador.
No passado sábado, corporizando um agendamento estabelecido em Abiul, pela Páscoa, fomos à Chamusca, terra toureira, onde a tourada tinha a mais-valia decorrente da mudança de cabo de um dos grupos locais, saindo um Forcado e Cabo com direito às maiúsculas ora utilizadas, com trabalho importante e vitorioso realizado na luta contra o ostracismo a que alguns queriam perpetuar o agrupamento, em sede associativa.
Por tal motivo, registou-se a comparência de muitos dos antigos elementos, fardados na sua maioria, com elenco atractivo e interessante e as bancadas com muito público, não se devendo olvidar que a data forte da época chamusquense é em Maio, pela Ascensão, pelo que a adesão popular ora verificada constitui nova vitória de Paulo Pessoa de Carvalho, indiscutivelmente, um dos empresários triunfadores da temporada.
E, tudo isto, cartel, substituição nas chefias, eventual afluência de público, era –e foi !- fonte abundante de muitas emoções, assim se dando por bem empregada a deslocação realizada, próxima para uns, cada vez mais longe, no plano relativo, para outros. No Domingo, a nossa proximidade, em termos geográficos, de Montemor-o-Velho, constituía tentação a que não é fácil resistir.
Além disso, o cartaz era encabeçado por Joaquim Bastinhas, em cuja concepção taurina nos revemos, pelo que nunca são demais as oportunidades de o ver actuar e nos identificarmos com a excelência das suas prestações.
O Baixo Mondego, úbere região a que estão ou estiveram ligadas várias das ganadarias portuguesas, é zona em que a Festa goza de enorme crédito popular, nada admirando, pois, sem deixar, por isso, de emocionar, que a praça estivesse cheia e que o ambiente que nela se vivia vestisse a roupagem do festivo.
O valoroso ginete alentejano, logo, de início, nele se integrou, ajustando o bailado das cortesias ao compasso musical que as acompanhou, tudo com a naturalidade que exorna a sua alegre maneira de ser, como se o B.I. atestasse tão só metade dos anos já vividos e a jornada da alternativa a ter lugar tão só a meio do percurso já vivido, ou seja, por l998.
A iniciar o festejo propriamente dito, o de Elvas houve-se com um oponente que acudiu em algumas das sortes, com realce para o primeiro comprido, o segundo e o quarto curtos.
No segundo do seu lote, de evidente mansidão, pois se doeu ao castigo e contratualizou-se com as tábuas, donde chegou a ser tirado para, de imediato, lá voltar, a emoção fez a sua aparição, agora pela negativa, com a recusa do director de corrida de lhe autorizar a volta à arena, para tanto, se estribando, cremos, no empurrão final.
Mas as coisas, em nosso entender, não devem ser vistas por um critério tão simplista.
Com efeito, neste último particular, tudo se passou nas nossas barbas, sem que a expressão seja utilizada em sentido figurado.
Joaquim Manuel tudo tentou para que o cornúpeto fosse pelo peão afastado o suficiente para consumar a sorte e dela sair incólume, o que se não logrou obter.
E, em tais circunstâncias, o que queria o director de corrida que fosse feito? Que o artista voltasse para dentro, no caso, para fora da arena, com os ferros na mão, por cravar?
Pensar assim é desconhecer ou não atentar no pundonor e elevado grau de profissionalismo do talentoso artista, que, em cada tarde ou noite, se esmera o máximo para executar o seu labor.
Andamos na Festa, ao vivo ou televisionadamente, desde o recuado ano de 1957 e nunca presenciámos que esse fosse o remate encontrado para mansos como o aqui em causa e pela nossa memória passa, neste momento, a nata da cavalaria peninsular, no confronto com hastados de igual falta de qualidade de lide.
Aliás, atente-se no caso paralelo dos grupos de forcados, cujo brio os leva a não aceitar de ânimo leve que os toiros voltem vivos aos currais.
Acresce que, se acaso a solução encontrada não fosse a de tentar terminar a actuação nos acanhados limites de espaço disponíveis, cair-se-ia em mais tentativas, porventura, também elas baldadas, de sacar o oponente para terrenos de fora, com o tempo a passar, toques de aviso, protestos da multidão contra quem mandasse actuar o cornetim.
Ao invés, o critério de Bastinhas contribuiu para agilizar o espectáculo, permitindo o seu prosseguimento em tempo útil, no respeito pelo princípio da celeridade, que tão caro deve ser aos diversos operadores tauromáquicos.
Assim sendo, um tal detalhe deveria ter-lhe sido levado a crédito, mancomunadamente com o terceiro ferro comprido, em que o adversário se empregou e o primeiro curto, que bastante apreciámos.
Concluindo, tudo isso somado, o desfecho, em termos valorativos, não poderia deixar de ser o da outorga do prémio da volta à arena, também para o cavaleiro.
Começa, assim, mal, a aplicação do novo RT, que os poderes constituídos encontraram e aprovaram em nome de uma coisa detestável chamada centralismo republicano, a qual se
pode vir a tornar, tendo-o já sido no caso concreto, intolerável fonte de injustiças e desigualdades, a que urge, desde já, pôr cobro, cortando o mal pela raiz.
Saímos, pois, de Montemor, emocionados no pior sentido da palavra, leia-se, revoltados, pois não foi para isso que comparecemos gostosamente, muito longe de pensar que um tal desfecho seria possível e que, sinceramente, esperamos não ver voltar a repetir-se." (taurodromo - Vaz craveiro 10/09/2014)


Coruche: os toiros são como os melões. Apesar de bonitos...nem sempre têm sabor!

Corrida de espectativa esta noite em Coruche: Joaquim Bastinhas, António Telles e Luís Rouxinol, frente a três toiros de “Vale Sorraia” e três de “Vitorino Martins” estando as pegas a cargo dos Grupos Forcados Amadores de Vila Franca e Coruche. Se no tocante aos cavaleiros o cartel era aliciante, as ganadarias anunciadas eram, usando um chavão popular, “a cereja em cima do bolo”. No entanto por vezes as cerejas também não são o que aparentam, e o lidado em primeiro lugar por Joaquim Bastinhas não investiu. Foi um “Vitorino”, como poderia ter sido um outro qualquer, sem qualidade, um manso perdido. No entanto Joaquim Bastinhas esta temporada “já habituado a levar a contrária nos sorteios”, com toda a sua maturidade profissional e sempre em toureiro, recebeu o manso com o “Zico”, tendo cravado dois bons ferros compridos. Sacou depois o “Cartier” e com o toiro a não querer investir de forma alguma, cravou a ferragem curta da ordem, pois nada mais havia a fazer perante um adversário, que como já afirmámos, primou pela mansidão. No quarto da ordem, um “Vale Sorraia” com som e a cumprir, o cavaleiro de Elvas recebeu-o com o “Amoroso” e logo nos compridos (2) a fasquia ficou bem elevada. O primeiro curto, com entrada de frente e reunião cingida, bem rematado, e premiado com as palmas do público, que acorreu em bom número á praça, apesar de a noite não ser com temperatura habitual para a época. Bastinhas trocou de montada e com o “Tivoli” deu continuidade á ferragem curta e com ele fechando a sua actuação, premiada no final com aplausos e merecida volta á arena. Assim e após Coruche, logo pelas 22horas, o maestro de Elvas toureia em Portalegre tendo a seu lado nas cortesias João Moura e António Telles, frente a toiros de “Passanha”, estando as pegas a cargo dos Amadores de Portalegre e Alcochete. 


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Joaquim Bastinhas entrevistado para a Sporting TV,

Joaquim Bastinhas esteve no final da manhã na praça de toiros do Campo Pequeno, onde uma equipa de reportagem do canal desportivo Sporting TV o aguardava para uma entrevista sobre o...seu Sporting!
As imagens: